Resultados das nossas carteiras
Postado em : 01-09-2010 | Por : Luiz Augusto | Em : Renda Fixa, Renda Variável
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Agosto foi um mês muito bom para nossas carteiras e todas estão superando seus benchmarks no ano.
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Blog Omar Camargo
Meio século de excelência em investimentos financeiros
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Agosto foi um mês muito bom para nossas carteiras e todas estão superando seus benchmarks no ano.
Para quem não sabe, a política cambial da China era manter a paridade do yuan atrelada em relação ao dólar; assim foi nos últimos dois anos . O banco central chinês, depois de muita pressão, resolveu ceder às pressões internacionais: agora o yuan pode se valorizar. Por que isso aconteceu? Quais as consequências para o país? E para nós?
Por que o Ibovespa está caindo mais de 2,0%? Aconteceu algo de novo?
O governo anunciou no dia 19/10 o aumento da alíquota do IOF sobre investimentos estrangeiros na bolsa e renda fixa de 0% para 2%. O ministro Guido Mantega disse na ocasião que o objetivo da medida era conter a valorização do real, mas será que foi isso mesmo? Afinal, como taxar apenas os investimentos em bolsa, e não os diretos, iria segurar nossa moeda?
Sempre que vemos um fundo de renda fixa ou multimercado comparar sua rentabilidade, temos do lado o CDI como benchmark. A prática é comum no mercado e ninguém questiona se ela é certa ou não.
A taxação de 2% sobre investimentos estrangeiros de bolsa e renda fixa para conter a valorização do real, anunciada ontem pelo governo com efetividade a partir de hoje, faz o Ibovespa despencar. Mais uma vez as regras do jogo foram alteradas espantando investidores.
Quem nunca ouviu a frase: “não se preocupe, tá caindo agora, mas bolsa é pra longo prazo”. Talvez essa seja uma das frases mais ouvidas por clientes em busca de algum conforto ao ver seu investimento diminuir. Aliás, já é senso comum que bolsa é para o longo prazo, que se você comprar algo agora daqui a 10 anos terá ganhado dinheiro. Mas será que é mesmo?
A alguns meses atras, eu e o Luiz fizemos um workshop em Curitiba sobre se ainda seria interessante investir em renda fixa devido a forte queda na taxa de juros básica. Estamos em um momento onde a poupança está com uma rentabilidade muito proxima aos títulos públicos federais. Como sugerido no evento, uma das saídas seria algum tipo de tributação sobre a poupança ou a isenção de impostos sobre os títulos federais. Agora que vemos a iniciativa do governo em taxar investimentos em poupança, acho importante retomar o assunto e explicar os impactos dessa medida. Mas é logico que em primeiro lugar é necessário explicar o motivo da preocupação com esse conflito.