Análise Relativa 201
Postado em : 26-07-2010 | Por : Luiz Augusto | Em : Finanças
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Retomando (finalmente!) a análise relativa. Pra quem perdeu o primeiro post da série, ou quer lembrar o que foi escrito, basta clicar aqui. No artigo inicial eu havia parado no famoso P/L, o múltiplo mais utilizado no mundo por investidores.
Vou listar alguns dos múltiplos mais usados, inclusive o P/L, para que possamos ter uma maior entendimento sobre eles – sim, há gente que os use sem a mínima ideia do que eles se querem dizer:
- P/L – a relação entre o preço e o lucro de uma empresa. Como eu havia mencionado no post anterior, ele tem vários defeitos. Para mim, o principal é que ele leva em conta os lucros passados da empresa; desse problema surgiu o P/L projetado (forward) – que leva em conta os lucros projetados dos próximos 12 meses. Além disso, é bastante suscetível à contabilidade.
- P/VPA – preço dividido pelo valor patrimonial de uma ação. Mostra quantas vezes mais cara uma empresa está sendo negociada em relação ao seu patrimônio líquido. A grande vantagem em relação ao P/L é a possibilidade de se calcular o múltiplo de uma companhia que está com prejuízo. Porém sofre dos mesmo defeitos: enquanto o preço da ação é atualizado continuamente o valor patrimonial é trimestralmente e duas empresas idênticas podem apresentar valores diferentes devido à contabilidade.
- P/CF – preço em relação ao fluxo de caixa operacional por ação. Sua grande vantagem é que fluxo de caixa não é tão exposto à contabilidade quanto os múltiplos acima. Por outro lado ele sofre do mesmo mal: a diferença temporal entre o numerador e o denominador. Também pode ser usado para empresas que tenha prejuízo, mas fluxo de caixa positivo
- Dividend Yield (lê-se dividend ild) – nada mais é que a divisão do preço atual da ação pelos dividendos declarados nos últimos 12 meses. Sofre da grande desvantagem de que se baseia no passado. Ou seja, caso o preço matenha-se constante na equação, a empresa deverá a continuar pagando a mesma quantidade de dividendos. Isso quer dizer, que um dividend yield de 10% não é garantia de que o investidor receberá sempre 10% ao ano em proventos – infelizmente muita gente pensa assim. Por isso, é sempre bom pegar os histórico de alguns anos para saber se o alto pagamento desse ano é algo recorrente ou não.
No próximo artigo irei falar sobre a lógica da análise relativa – que muitas vezes é esquecida até por profissionais e, se o texto não estiver muito grande, apresentar mais alguns múltiplos.
O mais importante até agora é saber como a análise relativa funciona, quais os múltiplos mais usados e como eles funcionam. Depois iremos ver se eles estão sendo usados corretamente, passar por alguns menos usados (e alguns muito complexos) e terminar fazendo a análise relativa do setor de varejo – roupas, para ser mais específico.
Até a próxima!



