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Análise Relativa 401

Postado em : 30-07-2010 | Por : Luiz Augusto | Em : Finanças

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No último post falei sobre a lógica por trás dos múltiplos. Acho que a maior mensagem que podemos tirar dela, é não aceitar simplesmente qualquer número jogado em nossa cara e encará-los com uma saudável dose de ceticismo. No artigo de hoje, irei me aprofundar uma pouco mais nisso.

Para quem quiser revisar: Análise Relativa 101Análise Relativa 201 / Análise Relativa 301

Outro grande problema na utilização de múltiplos é a contabilidade. Para ilustrar esse ponto usarei o exemplo de duas firmas idênticas operacionalmente (X e Y), cuja única diferença é o método de avaliação do estoque. A X usa FIFO (first in, first out) e a Y LIFO (last in, first out). A tabela abaixo mostra a diferença no cálculo do custo do produto vendido (COGS) para certo ano:

Apesar de serem idênticas, as empresas tem um COGS diferente devido a motivos contábeis. Agora vamos ver como isso afeta o resultado de cada uma (numa DRE bastante simplificada):

Uma diferença de R$ 24 por causa de uma regra contábil!

Vamos expandir mais um pouco esse exercício. Digamos que cada empresa tenha 10 ações e que cada uma custa R$ 100; então o P/L de cada uma será:

  • X =100/(156/10)= 6,41
  • Y =100/(132/10)= 7,58

A análise relativa nos diz que a empresa Y está mais cara que a X. Ou seja, uma simples mudança na contabilidade (imaginem as complexas!!!) pode distorcer o resultado de uma análise.

Por isso, antes de sair comparando companhias, certifique-se que haja uniformidade em seus números (mesmo tipo de cálculo do estoque, da depreciação, etc.). Caso necessário, faça os devidos ajustes nos dados.

A análise relativa está começando a ficar complicada, não?

Comentários (2)

Excelente série de artigos…agora ta ficando bom !

Muito educativo o seu post.

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