As carteiras small cap
Postado em : 03-03-2010 | Por : Luiz Augusto | Em : Empresas, Finanças, Renda Variável
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Todo mês o resultado da nossa carteira de small caps é uma “surpresa”. Surpresa no sentido que o comportamento da carteira e do Índice Small Cap da BM&FBovespa (SMLL) são completamente diferentes. Aliás, isso deve ser um problema enfrentado por qualquer um que tenha uma.Isso ocorre simplesmente porque o SMLL tem 90 ações em sua carteira teórica e é muito bem distribuído. A empresa com maior peso é a Lojas Renner com 4,782% e 58 delas tem participação inferior a 1,0%. Para conferir o portfólio completo basta clicar aqui.
Já nossa carteira de small caps tem 7 empresas, cada uma com 14,29%. Por isso, estamos mais expostos ao desempenho individual de cada ação que nosso benchmark.
Pra mim, isso torna as coisas muito mais interessantes, porque os bons analistas conseguirão montar carteiras que superem o SMLL no longo prazo (apesar de haver muita divergência sobre o assunto, eu diria que 10 anos é um bom parâmetro). Existem diversos estudos e teorias que dizem que no longo prazo a grande maioria de investidores, gestores e analistas não consegue superar o mercado – daí a atratividade dos ETF‘s (investimentos atrelados ao índice).
Notem o “a grande maioria” em negrito. Isso quer dizer que existem alguns poucos que conseguem ganhar mais que o mercado – só para citar alguns: Warren Buffet, George Soros, Peter Lynch…
Acredito que as carteiras small caps sejam um bom parâmetro para “separar os homens dos meninos”. Obviamente, comparar o resultado de 1, 2 ou até 5 anos é insuficiente e abre espaço para diversos fatores além da habilidade: sorte, momento do mercado, etc…
Mesmo assim, lá vai uma parcial com quase 1 ano e meio:

O total disso tudo é: Omar Camargo 144,80% X 138,15% SMLL. Como eu falei no começo no texto, cada mês é uma emoção diferente!
Apesar do início promissor, ainda temos mais de 8 anos pela frente para dizer que batemos o mercado.



